| Segurança de viaturas a GPL (Desenvolvimentos sobre acidente da A25) |
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Conforme esperavamos, as autoridades já confirmaram publicamente que não houve explosão do reservatório de GPL.* Continuamos atentos à comunicação dos resultados das provas de perícia que ainda estão a ser efectuadas. A investigação que está a ser conduzida pretende apurar as causas de tamanha tragédia para efeitos de indemnização às vítimas mas principalmente para actuar na prevenção de outros acidentes deste género, seja pela melhoria das condições da via, dos veículos ou do comportamento dos condutores, mas temos consciência que existe um conjunto significativo de descrentes na segurança das instalações de GPL que ainda especulam que a origem do incêndio terá sido na viatura a GPL e que exploram esta coincidência para corroborar assim alguns dos seus receios, continuando a ostracizar esta alternativa combustível já tão estigmatizada - receios que sabemos serem infundados e que tentamos esclarecer mais uma vez. É realmente uma hipótese teórica de que o incêndio terá iniciado na viatura a GPL, mas sabemos de antemão que:
Com base nestes factos, estamos convictos que terá havido necessariamente um (ou vários) agente(s) exterior(es) que propiciaram a inflamação dos combustíveis presentes no cenário de destruição que se viveu na A25. E quando falamos em combustíveis é no sentido lato, não só o GPL, gasolina ou gasóleo, mas todas as matérias combustíveis que existem numa viatura, os têxteis, os plásticos, as borrachas, as madeiras, os fluidos e as cargas transportadas. Entendemos muito mais provável que o foco inicial do incêndio tenha sido o pesado que embateu na traseira da viatura a GPL, que segundo o camionista já viria a arder. Aguardamos assim as conclusões das perícias, e sem colocar em causa a competência das entidades que estão a proceder à investigação, entendemos muito difícil que se chegue à conclusão inequívoca que o incêndio se iniciou na viatura a GPL e ainda mais difícil - se não mesmo impossível - se a inflamação inicial foi feita exclusivamente pela presença do GPL. Das evidências já noticiadas, pelo menos de uma coisa estamos certos, a instalação de GPL cumpria as normas de segurança e legislação em vigor, permitindo que a viatura ardesse de forma controlada sem risco de explosão do reservatório mesmo com colisões sucessivas na frente e traseira da viatura. O reservatório de GPL manteve-se em segurança mesmo sob condições extremas de abuso físico e térmico. Não tivesse sido a enormidade das repetidas colisões e cenário de pânico generalizado, o desfecho para os ocupantes desta viatura teria sido provavelmente diferente e muito menos dramático.
*Notícias nos media:
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| Actualizado em ( 29-Ago-2010 ) |
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